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©Frederico Mira George |
#20
Sentei-me no cadeirão e tentei ler... mas em cada linha o alarme era tão forte e as comoções tão reais e sanguíneas e rápidas, que o coração me batia por dentro e por fora como um enfarte de beleza.
Lembrei-me de ti e procurei-te logo no vetusto livrinho dos telefones (já ninguém usa desses livros, mas é a única forma que possuo de ter as pessoas perto de uma maneira física) e lá estavas, denso e robusto (Ah! é que eu pedia sempre àqueles que desejava que escrevessem o nome pelo próprio punho. Em cada contacto listado, não é a minha caligrafia que sobressai, são os gestos peculiares que cada personagem dá às suas agitações alfabéticas). É claro que depois não tive coragem de te telefonar. Nem saberia o que te dizer e tu és um homem tão ocupado.
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